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quarta-feira, julho 12

 

A caridade da Igreja como manifestação do amor trinitário

Tal como no post da semana passada, relativo ao ponto 20 da primeira encíclica do Papa Bento XVI, também o título deste post é o título da secção que contém um único ponto, o ponto 19, cujo conteúdo é o seguinte:

"«Se vês a caridade, vês a Trindade» — escrevia Santo Agostinho. Ao longo das reflexões anteriores, pudemos fixar o nosso olhar no Trespassado (cf. Jo 19, 37; Zc 12, 10), reconhecendo o desígnio do Pai que, movido pelo amor (cf. Jo 3, 16), enviou o Filho unigénito ao mundo para redimir o homem. Quando morreu na cruz, Jesus — como indica o evangelista — «entregou o Espírito» (cf. Jo 19, 30), prelúdio daquele dom do Espírito Santo que Ele havia de realizar depois da ressurreição (cf. Jo 20, 22). Desde modo, se actuaria a promessa dos «rios de água viva» que, graças à efusão do Espírito, haviam de emanar do coração dos crentes (cf. Jo 7, 38-39). De facto, o Espírito é aquela força interior que harmoniza seus corações com o coração de Cristo e leva-os a amar os irmãos como Ele os amou, quando Se inclinou para lavar os pés dos discípulos (cf. Jo 13, 1-13) e sobretudo quando deu a sua vida por todos (cf. Jo 13, 1; 15, 13).

O Espírito é também força que transforma o coração da comunidade eclesial, para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho. Toda a actividade da Igreja é manifestação dum amor que procura o bem integral do homem: procura a sua evangelização por meio da Palavra e dos Sacramentos, empreendimento este muitas vezes heróico nas suas realizações históricas; e procura a sua promoção nos vários âmbitos da vida e da actividade humana. Portanto, é amor o serviço que a Igreja exerce para acorrer constantemente aos sofrimentos e às necessidades, mesmo materiais, dos homens. É sobre este aspecto, sobre este serviço da caridade, que desejo deter-me nesta segunda parte da Encíclica."

"Toda a actividade da Igreja é manifestação dum amor que procura o bem integral do homem". Deus procura a felicidade do homem. Não apenas de algumas pessoas mas de todas as pessoas. Como dizia o Papa Bento XVI há uns anos, ainda então Cardeal Ratzinger, o impulso primordial do homem é o seu desejo de felicidade, de uma vida com sentido, plena. A moral é a doutrina da vida feliz, da vida com sentido – o desenvolvimento, por assim dizer, das regras para a felicidade. Esta tendência inata no homem relaciona-se com as bem-aventuranças de Jesus, que libertam o conceito de felicidade de todas as banalizações e lhe conferem a sua verdadeira profundidade e, desta forma, mostram o vínculo entre o bem absoluto, o bem na pessoa – Deus – e a felicidade (discurso de 9 de Outubro de 2002).

O Papa sublinha ainda neste ponto 19 que "é amor o serviço que a Igreja exerce para acorrer constantemente aos sofrimentos e às necessidades, mesmo materiais, dos homens."

Timshel (TIMSHEL)

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