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quarta-feira, maio 31

 

A universalidade do amor

No ponto 25 da sua primeira encíclica, o Papa Bento XVI conclui:

"Chegados aqui, registemos dois dados essenciais tirados das reflexões feitas:

a) A natureza íntima da Igreja exprime-se num tríplice dever: anúncio da Palavra de Deus (kerygma-martyria), celebração dos Sacramentos (leiturgia), serviço da caridade (diakonia). São deveres que se reclamam mutuamente, não podendo um ser separado dos outros. Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de actividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência.

b) A Igreja é a família de Deus no mundo. Nesta família, não deve haver ninguém que sofra por falta do necessário. Ao mesmo tempo, porém, a caritas-agape estende-se para além das fronteiras da Igreja; a parábola do bom Samaritano permanece como critério de medida, impondo a universalidade do amor que se inclina para o necessitado encontrado «por acaso» (cf. Lc 10, 31), seja ele quem for. Mas, ressalvada esta universalidade do mandamento do amor, existe também uma exigência especificamente eclesial — precisamente a exigência de que, na própria Igreja enquanto família, nenhum membro sofra porque passa necessidade. Neste sentido se pronuncia a Carta aos Gálatas: «Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas principalmente para com os irmãos na fé» (6, 10)."


Nos termos da primeira conclusão, ser Igreja implica, simultânea e cumulativamente, o "anúncio da Palavra de Deus", a "celebração dos Sacramentos" e o "serviço da caridade".

O Papa sublinha, relativamente a este último dever, que o exercício da caridade "não é uma espécie de actividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência".

Nos termos da segunda conclusão, o Papa sublinha duas exigências fundamentais.

Por um lado, a caridade implica que, no mundo, "ninguém que sofra por falta do necessário". "A parábola do bom Samaritano permanece como critério de medida, impondo a universalidade do amor que se inclina para o necessitado encontrado «por acaso»".

Por outro lado, "ressalvada esta universalidade do mandamento do amor, existe também uma exigência especificamente eclesial", a de que "na própria Igreja enquanto família, nenhum membro sofra porque passa necessidade".

De facto, de um cristão deve esperar-se que se preocupe em atender as necessidades do outro desconhecido que encontra por acaso ou que se encontra a dez mil quilómetros de distância. Mas, esse mesmo cristão que se preocupa com as necessidades dos desconhecidos não deve deixar a sua família morrer à fome...

Timshel (TIMSHEL)

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