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quarta-feira, abril 5

 

O amor deve ser inteiramente gratuito

No ponto 33 da primeira Encíclica do Papa Bento XVI dão-se alguns conselhos aos colaboradores mais dedicados ao trabalho caritativo da Igreja. Nele se diz que:

"No que diz respeito aos colaboradores que realizam, a nível prático, o trabalho caritativo na Igreja, foi dito já o essencial: eles não se devem inspirar nas ideologias do melhoramento do mundo, mas deixarem-se guiar pela fé que actua pelo amor (cf. Gal 5, 6). Por isso, devem ser pessoas movidas antes de mais nada pelo amor de Cristo, pessoas cujo coração Cristo conquistou com o seu amor, nele despertando o amor ao próximo. O critério inspirador da sua acção deveria ser a afirmação presente na II Carta aos Coríntios: «O amor de Cristo nos constrange» (5, 14). A consciência de que, n'Ele, o próprio Deus Se entregou por nós até à morte, deve induzir-nos a viver, não mais para nós mesmos, mas para Ele e, com Ele, para os outros. Quem ama Cristo, ama a Igreja e quer que esta seja cada vez mais expressão e instrumento do amor que d'Ele dimana. O colaborador de qualquer organização caritativa católica quer trabalhar com a Igreja, e consequentemente com o Bispo, para que o amor de Deus se espalhe no mundo. Com a sua participação na prática eclesial do amor, quer ser testemunha de Deus e de Cristo e, por isso mesmo, quer fazer bem aos homens gratuitamente."

Surge logo no princípio a advertência fundamental: não buscar inspiração nas ideologias de melhoramento do mundo. A inspiração deverá vir de Cristo e não de uma qualquer teoria. Nas escolhas políticas é na inspiração em Cristo que se devem buscar as melhores soluções e não numa qualquer ideologia auto-suficiente. O poder político deve contribuir para que a sociedade seja mais feliz. Deve procurar as melhores soluções técnicas e deve procurar as melhores soluções morais.

Porque, como diz o Cardeal Patriarca de Lisboa, "os problemas da pobreza e da ajuda aos mais débeis é, hoje, responsabilidade da sociedade como um todo e, particularmente, dos Estados. Trata-se da promoção de modelos de sociedade que implementem a justiça e que percebam que o amor é a principal força da construção de uma sociedade justa. A Igreja não pode, nem quer, assumir sozinha essa luta pela justiça, mas colabora, através dos cristãos e das instituições de caridade organizada, nessa busca de uma sociedade mais justa e fraterna."


Timshel (TIMSHEL)

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