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quarta-feira, março 8

 

SEMANAS SOCIAIS

Daqui a dois dias começa, em Braga, a Semana Social Portuguesa de 2006, com o tema “Uma Sociedade Criadora de Emprego”. Decorrerá entre os dias 9 e 12 deste mês. Como lá vou estar, conto falar aqui na próxima semana, do que se lá vai debater e discutir.
Entretanto, deixo aqui um pequeno resumo da história deste evento.

As Semanas Sociais, enquanto tal, tiveram origem em Lyon (França) e nascem da vontade de dois leigos católicos, Marius Gonin e Adeodat Boissard, de promoverem, com vista ao quotidiano, o conhecimento e a aplicação prática dos ensinamentos da Igreja em matéria social. Têm como principal motivação o exemplo, surgido uma década antes na Alemanha, do “Curso Social Prático”, também conhecido como "Universidade Popular".
Tiveram lugar, pela primeira vez em 1904, nos primeiros sete dias de Agosto e contaram com a presença de mais de 450 pessoas, excedendo no dobro as expectativas dos organizadores. Do programa constavam temas como a propriedade privada, as instituições rurais (sindicatos, seguradoras, crédito agrícola) e associações profissionais.
Deste modo, as Semanas Sociais pretendiam ir em auxílio de “homens de acção, conselheiros dos centros de estudos, directores de institutos sociais e de obras para a juventude, de sindicatos, sacerdotes e estudantes”. Ao longo dos anos esta estrutura de reflexão com vista à prática foi-se estendendo a grande parte dos países da Europa.
Actualmente, em França, está instituída uma associação das Semanas Sociais, presidida por Michel Camdessus, ex-director do Fundo Monetário Internacional, que se organiza localmente em diversas cidades do país e que durante todo o ano vai organizando actividades em menor escala que preparam o evento anual. Conta também com uma publicação trimestral, “La lettre”, e está acessível em
www.ssf-fr.org.
Na Semana que marcou o centenário, em 2004, Jacques Chirac, na mensagem que fez chegar aos participantes, referiu que “a missão fundamental destes encontros” sempre foi a de “responder a uma questão fundamental: a do sentido do vosso empenhamento, a da responsabilidade do Homem inserido na Cidade, à luz de uma fé que é a vossa. Uma questão profundamente humanista.”

Também em Portugal se efectuou a experiência das Semanas Sociais, por iniciativa da Junta Central da Acção Católica e grandemente impulsionadas pelo Pe. Abel Varzim, que já em 1931, a partir do que vira na Bélgica, afirmava a importância deste tipo de encontros. Houve quatro edições (1940, 1943, 1949 e 1952), mas não tiveram continuidade, sobretudo devido a pressões políticas. Era óbvio que, nessa época por cá, juntar operários, trabalhadores rurais, estudantes universitários e outros a discutir problemas sociais não seria coisa para durar muito tempo.
Em 1969, o episcopado português tentou reatar este modelo de discussão dos grandes problemas sociais, mas só viria a ser levado a cabo, por iniciativa da Comissão Episcopal dos Leigos, em 1991, tendo continuado em 1994, 1997 e 2001.
A ideia é retomada agora, na sequência do desafio que o bispo António Carrilho, actual presidente daquela Comissão fez, há cerca de dois anos, na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal, ao propor que se reiniciasse uma reflexão sobre o relançamento das Semanas Sociais, acentuando a necessidade de mobilização das dioceses e a “verificação da importância das Semanas como contributo para a formação da consciência social dos cristãos e para a construção de uma sociedade mais fraterna e solidária”.

Rui Almeida (RUIALME)

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