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quarta-feira, março 15

 

A oração

Contrariamente aos pontos 37 e 38 da primeira Encíclica do Papa Bento XVI (abordados nas passadas duas semanas), o ponto 36 é de uma clareza admirável e permite talvez esclarecer melhor o sentido dos referidos pontos.

"A experiência da incomensurabilidade das necessidades pode, por um lado, fazer-nos cair na ideologia que pretende realizar agora aquilo que o governo do mundo por parte de Deus, pelos vistos, não consegue: a solução universal de todo o problema. Por outro lado, aquela pode tornar-se uma tentação para a inércia a partir da impressão de que, seja como for, nunca se levaria nada a termo. Nesta situação, o contacto vivo com Cristo é a ajuda decisiva para prosseguir pela justa estrada: nem cair numa soberba que despreza o homem e, na realidade, nada constrói, antes até destrói; nem abandonar-se à resignação que impediria de deixar-se guiar pelo amor e, deste modo, servir o homem. A oração, como meio para haurir continuamente força de Cristo, torna-se aqui uma urgência inteiramente concreta. Quem reza não desperdiça o seu tempo, mesmo quando a situação apresenta todas as características duma emergência e parece impelir unicamente para a acção. A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A Beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do facto que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a operosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, esta Beata escrevia aos seus colaboradores leigos: «Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração»."

Este Deus que surge aqui não parece ser um Deus omnipotente que tudo pode e tudo tem planeado até ao mínimo detalhe.

É um Deus que confia no homem.

E o caminho é um caminho no fio da navalha entre dois abismos: o da ilusão voluntarista de que o homem tudo pode (que é apenas uma manifestação de orgulho/soberba) e o da ilusão determinista/fatalista de que Deus é todo poderoso (no sentido humano do termo) e tem portanto tudo planeado até ao mínimo detalhe e que, por isso, o homem nada pode nem deve fazer.

A ajuda sugerida pelo Papa para seguir por esta "justa estrada" entre o voluntarismo soberbo e a passividade determinista é a oração. É pela oração que nos deixamos "ensopar" pela força de Cristo. É a oração que nos conduz a acções de maior impacto e de melhor qualidade.

Como diz o Papa: "a piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo".

E o exemplo pessoal que a seguir menciona é particularmente elucidativo: o exemplo de Teresa de Calcutá.

Que melhor exemplo seria possível de encontrar da força e do impacto da oração?


Timshel (TIMSHEL)

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