<$BlogRSDURL$>

 

 

 

   

 
 

terra da alegria


 
 
timshel guia dos perplexos cibertúlia poesia distribuída na rua a bordo baixa autoridade
 
     

quarta-feira, março 22

 

OPA Dei
(ou a história de um capuchinho e de um lobo mau)

Francisco de Assis não teria dificuldades em viver como viveu no mundo de hoje. Talvez não se despojasse dos bens familiares e preferisse antes despir o fato e gravata, vender o carro e caminhar em direcção às azinhagas de besouros deste país ou para os prédios esconsos e inacabados das cidades onde dormem ao relento gisbertas e zés e marias e vanessas (também o vejo, noutra latitude, nas barricadas da Sorbonne).

Paulo Teixeira Pinto é católico. Escreve-o à mão cheia, inscreve-o nos retratos que autoriza de si na imprensa, di-lo nas entrevistas em que lhe pedem algo mais que um comentário ao mercado. Mas no resto, desculpem-me a tirada, é pouco católico. Ao anunciar a intenção de despedir três mil pessoas, se for bem sucedido na OPA que lançou contra a BPI, mostra PTP como de boas intenções se enche rapidamente o inferno e a terra.

Acredito que seja complicado a um empresário ou a um banqueiro (até mesmo a um simples assalariado, caramba) ser-se católico no mundo. Pede-se ao empresário que não despeça, nem ninguém pede, nem os associados da mui reverente Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas, que sejam bons samaritanos. Ao banqueiro, pede-se que dê dinheiro, não que distribua bodos aos pobres.

Estas duas linhas de argumentação é que me parecem falhas de razão: o bom samaritano devia ser um exemplo de seriedade no relacionamento entre todos - o aceitar e cuidar o Outro, não numa perspectiva assistencialista, como à partida a parábola parece indicar: o "bodo ao pobre" não é, igualmente, assistencialista; mas obriga a uma justa partilha dos bens, o que não acontece no BCP de Teixeira Pinto, no qual os administradores do banco absorveram em 2005 quase 87% do total pago pelo banco em remunerações a todos os seus trabalhadores.

Chamem-me simplista, mas num país onde o fosso entre ricos e pobres aumenta, não posso deixar de assinalar comportamentos menos católicos. O desemprego e a pobreza são pecados quando mantidos e promovidos por quem se diz católico. E se não cultivo qualqur superioridade dos católicos, julgo que a responsabilidade social de um crente está intimimamente ligada à sua condição de fé. Dizer isto é dizer que é intolerável perpetuar estes mecanismos de injustiça. Já o disseram tantos, de formas tão mais bonitas e veementes, como D. Hélder da Câmara, frei Leonardo Boff ou João Paulo II. Eu assino por baixo.

[texto inspirado numa outra diatribe do Luis Raínha, no "Aspirina B"]

Miguel Marujo [CIBERTÚLIA]
Comments:
O que é curioso é que se alguém tiver tido um casamento católico com alguém (assumido sabe-se lá com que consciência) e viver maritalmente com outra pessoa é apontado publicamente como pecador e afastado da comunhão eucarística.

Mas absorver 87% das remunerações para os administradores já é algo que não choca a ética católica pública e oficial.
 
Duvido muito que os administradores ganhem 87% dos rendimentos.
O banco tem milhares de trabalhadores.

Cam
 
Caro Cam, usei estes dados a partir do post do Aspirina B, que por sua vez cita um artigo da Agência Financeira, onde se lê que «De acordo com o Livro Branco sobre a governação das empresas em Portugal, os salários dos executivos das empresas cotadas na bolsa de Lisboa representaram, em 2004, 2,1% dos resultados líquidos, no sector bancário os administradores do BPI receberam 2,6% e os do BES 2,1%. E a componente variável das remunerações dos gestores das cotadas correspondeu em média a 47,4% da remuneração global, percentagem que no BCP foi de 86,4%.»
 
Existe um principio muito cristão que é o de não fazer criticas quando não se conhece bem as pessoas ou o assunto.
Pelo menos o de não fazer criticas negativas.
Eis que aqui ajudou a criticar injustamente um irmão em Cristo e divulgou dados falsos com base no seu preconceito e na sua ignorancia.

Podia amenizar aquilo que disse mas é a verdade. lembre-se que que somos julgados conforme julgamos e julgou com severidade e erradamente.

A componente variavel das remunerações dos gestores significa que esses gestores receberam a maior parte dos seus rendimentos não pelo salario mas atraves de uma gratificação em função dos resultados.

Os gestores costumam receber para além do salario uma gratificação se o resultado for bom. O banco não é do seu presidente, é dos socios. O presidente não é um senhor absoluto do banco e creio bem que dos restantes gestores poucos devem ser do Opus Dei. Por isso o sistema de gratificações do banco não deve ser exclusivamente responsabilidade dele. Se este ano em função dos bons resultados do banco os gestores receberam 5 ou 6 vezes mais em gratificações que em salario para o ano podem nem receber nenhuma gratificação. Podem até ser despedidos se o resultado for mau.

Espero que corrija o seu erro num novo post para que a calunia com que prejudicou o bom nome dos visados seja, pelo menos parcialmente corrigida.
Lembre-se antes de criticar negativamente alguem que deve ter muita segurança no que diz. E mais se essa pessoa for alguem que diz amar a Jesus Cristo.

Cam
 
Caro Cam

Lê-se na notícia da Agência Financeira: "No ano anterior, a administração absorveu quase 87% do total pago pelo BCP em remunerações a todos os seus trabalhadores." e ainda "Os administradores do BCP são dos mais bem pagos de Portugal. Actualmente, a soma dos seus salários, juntamente com os «prémios» variáveis, atribuídos em função do desempenho, podem chegar a 10% dos lucros que, em 2005, foram de 753 milhões de euros."

Não se trata aqui de saber qual a percentagem de prémios e qual a percentagem de salário.

Os valores de que estamos a falar não são salários de trabalhadores normais: são quantias absolutamente fabulosas. Há pessoas que se dizem católicas mas acham normal receberem pelo seu trabalho num ano mais do que a maioria das pessoas que trabalham no seu banco recebe durante a vida inteira. Mas acham normal pedirem aos empregados dedicação à empresa, horas extra, etc. Num comentário ao artigo da Agência Financeira alguém propõe e com razão: porque não distribuir os 10% dos lucros por todos os trabalhadores do banco, eventualmente em proporção do salário base?

Quanto à questão moral, caro Cam, está muto preocupado com a suposta calúnia e ignora o escândalo da divisão dos rendimentos. Quando as coisas correm mal, gestor e funcionário podem ser demitidos: a diferença é que o primeiro recebeu num ano o suficiente para uma vida enquanto o segundo fica por vezes com muito pouco numa idade em que já ninguém o quer para trabalhar.
 
A parte relevante da noticia é:

[i]... remuneração dos gestores do BCP...
Em 2004, o bolo total foi de 31 milhões de euros, 6,1% dos resultados líquidos, dos quais 27 milhões de euros referentes à parte variável. [/i]

é daqui que vêm os tais 87 %.
Não são 87% das despesas totais em salarios.

Significa isto que o salario base dos gestores foi no ano de 2004 de apenas 13 % do salario final destes.
E quanto representa o salario deste no volume salarial total do BCP.
Não faço ideia mas posso fazer umas contas simples que darão uma ideia aproximada.

http://www.destak.pt/actual/webpdf/426.pdf

segundo este jornal o BCP tem 11510 trabalhadores. A 14 meses por ano paga 161.140 salarios mensais. Se os bancarios receberem em média 800 euros (não faço ideia de quanto recebam mas pelo menos os responsaveis pelos balcões devem receber razoavelmente) significa isto que o BCP gastará em salários com os funcionarios perto de 130 milhões de euros. somando a estes os 31 milhões de euros dos salarios dos gestores executivos temos cerca de 160 milhões de euros.
Ou seja os gestores recebereriam cerca de 19 % dos salarios pagos e não os disparatados 87% avançados.

Devo dizer-lhe que tenho lido que é habitual em multinacionais a gestão consumir cerca de 25 % dos salarios.

Quanto à forma de distribuição dos rendimentos está a presupor que o presidente seja o dono do banco. Não é. Os donos são os accionistas. Que nomeiam muitas vezes os gestores. O presidente não tem o poder absoluto. Mesmo que queira atribuir rendimentos diferentes os restantes gestores eles podem não aceitar essa distribuição.
Podem ir trabalhar para um banco concorrente e então em lugar de ser o BCP a ter lucros interessantes seria o banco concorrente. O que provavelmente faria com que os acionistas demitissem o presidente do BCP e colocassem no seu lugar alguem que fizesse o banco tornar a dar lucros interessantes, provavelmente tornando a contratar os gestores que tinham ido trabalhar para a concorrencia... pagando-lhe aquilo que lhes pagava anteriormente.
Dos restantes gestores algum fez voto de pobreza ou é sequer um cristão praticante?

Cam
 
Senhor Cam

não caluniei ningué, não corrijo nada. E mantenho o que afirmei, por ser calunioso o que ganham os gestores. A mim, pouco me importa, se os outros gestores são ou não católicos, da Opus ou do Benfica. O que me interessa é que é obsceno o que eles recebem, como é obsceno não partilharem as gratificações com quem lhes permitiu os resultados espectacularmente gratificantes: os seus trabalhadores! Mais obsceno é saber que o seu presidente é confessadamente da Opus (e que enche a boca a dizê-lo, sem o praticar; assim é fácil bater no peito!): para mim, um católico não pode receber obscenamente, quando tem trabalhadores a receber mal (e entre os 500 e os 1000 euros é receber mal). Mais: os lucros da banca em Portugal são reconhecidamente inflacionados por um serviço que pagamos de muitas formas. O BCP (com gestores próximos da Opus) é o segundo e quer despedir obscenamente quase 3000 pessoas. Mas isto o senhor não comenta.
 
o que o senhor fez feito num orgão de comunicação social podia dar-lhe direito a um processo por calunia.

O seu dicionario é certamente diferente do meu porque no meu a calunia nada tem a ver com a ganancia.

Só posso dizer-lhe que o seu comportamento é lamentavel.
Um erro por falta de informação todos cometem.
Não corrigir esse erro é má fé. Instrumentalizar o caso com um objectivo ideologico é lamentavel.

Quanto à proximidade dos outros gestores ao Opus Dei ou ao partido dos carecas talvez o senhor me possa dar mais alguns nomes. Eu não conheço mais nenhum e pelo que li aqui o senhor muito menos os deve conhecer.

Não comento o despedimento de 3000 trabalhadores. Francamente uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não é com o recurso à mentira que deve defender uma causa. Se quer defender uma causa, seja ela qual for, evite a mentira, só fica descredibilizado e só descredibiliza a causa que defende.

Um catolico não pode presidir a uma multinacional nem ser um empresario de grande sucesso?
Parece-me dificil um presidente de uma multinacional receber menos que os seus acessores e não me parece plausivel conseguir criar uma grande empresa sem acessores de grande capacidade, que inevitavelmente ganham muito. Não conheço nenhuma multinacional de sucesso gerida por franciscanos.

Mas não é isso que está em questão. Isso seria uma questão a debater. O que não é debativel é a propalação de um dado errado e calunioso. Isso é inaceitavel.

Cam
 
Há uma aposta bem esforçada em meter os ricos pelo fundo da agulha...mas sempre será um olhar triste aquele q Jesus dirige a quem se retira da Sua face por ter muitos bens...
Maria
 
Caro Cam

Quanto à questão dos 87% parece-me que deve ter razão: fui induzido em erro pelo título disparatado do Diário Financeiro.

Onde a questão é menos linear é no total recebido pela administração: parece-me que continua a ser verdade que o presidente do BCP recebe mais num ano do que a enorme maioria dos portugueses (incluindo a enorme maioria dos funcionários do banco) recebe ao longo de toda a vida.

Do ponto de vista de uma sociedade de mercado não há nenhum problema. Mas não era isso que estava em causa. A questão é: pode alguém viver nesta situação e dizer-se discípulo de Cristo? Pode a comunidade dos crentes aceitar calmamente que alguém viva com tanto num país onde há tanta miséria e venha de seguida apresentar-se como católico fiel? Aqui é que me parece que há um duplo critério: aquele que tem uma situação conjugal irregular é discriminado e apontado a dedo com a bênção do Vaticano. Aquele que é o rico dos Evangelhos é recebido na comunidade como um exemplo. Isto não se aplica apenas a quem recebe muito por ano mas a todos os que trabalham pelas suas grandes fortunas sem olharem aos problemas ou à miséria dos outros.

A contradição entre esta gestão que o Cam considera inevitável e as exigências do Evangelho é que leva a doutrina social da Igreja a dizer que tem que haver outra via. Espero que os nossos empresários de ética entregue ao Papa não se esqueçam que serão julgado pelos frutos e não pelas aprovações do Vaticano: aquilo que fizestes aos mais pobres foi a mim que o fizestes.

"Um catolico não pode presidir a uma multinacional nem ser um empresario de grande sucesso?"

Pode um presidente de uma multinacional ou um empresário de sucesso amar mais a Deus e aos irmãos do que ao dinheiro?
 
O Sr.Cam, que surge aqui como uma espécie de proto-Paulo Fidalgo vai fazer o favor de nos desculpar a nós humildes depositantes, mas o Miguel levanta aqui um problema absolutamente pertinente, senão em espécie pelo menos em grau.
Compreendendo eu as preocupações levantadas pelo CA, vou abordar a questão por outro prisma.
É um facto incontroverso que a administração do BCP tem níveis de remuneração verdadeiramente estratosféricos e completamente desfasados do sector a nível nacional e mundial. O sr.Cam vai-me desculpar o facto de eu passar por cima das suas benevolentes extrapolações mas o facto é claro: o rácio entre as remunerações dos orgãos sociais e os lucros do BCP é pelo menos o triplo daquilo que é prática normal. E sabia que em valores absolutos representa um valor próximo da do Deutsche Bank, banco de dimensão incomparavelmente superior? Outra coisa engraçada é a sua destrinça entre retribuição fixa e variável. Você sabe quem define os critérios e os objectivos que levam à definição da parte variável? Acha que não há aqui de todo julgamento em causa própria? E mesmo que não o houvesse já pensou como é contraditória um prémio de boa gestão tão desmesurado com a medíocre performance accionista dos últimos 5 anos? Já pensou que, estranha coincidência, o BCP é o banco português em que os accionistas mandam menos na sua gestão? Eu não sei se você é gestor mas mesmo que o não seja deve perceber que um tipo que ganha 5 ou 6 milhões de euros por ano mais do que gerir o banco dedica-se é a gerir a sua carreira com vista à próxima renovação do mandato, não é? Cada renovaçãozita vale 3 ou 4 milhões de contos! Eu não duvido que foi a gestão do BCP que fez criar o valor que ele alcançou - e fez-se remunerar generosamente por isso. Acontece é que hoje em dia e pelas proporções que este «enriquecimento sem causa» atingiu, hoje em dia a sua administração retira-lhe valor, ao banco e aos seus milhares de accionistas.
Quanto à vertente cristã da coisa, é um facto que o actual presidente já foi encontrar as coisas assim. E será que "Um catolico não pode presidir a uma multinacional nem ser um empresario de grande sucesso?"
Eu acho que pode mas considero que um cristão, em qualquer circunstância, deve recusar ganhar mais do que aquilo que é justo para o trabalho ele que faz e para o valor que ele cria.
 
bem aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados
 
Caros.

Há já muito muito tempo, a conversão e baptismo correspondia à exclusão de determinadas actividades profissionais – como por exemplo, pasme-se ou não, a de militar.

Hoje em dia na “catolicidade” parece não pôr-se o problema. Apenas a legalidade jurídica parece importar. O ladrão de pão fica mais impedido do que o especulador financeiro. Tudo isto é assaz interpelante.

A obsessão já referida com a sexualidade, parece ser a única exigência urgente da conversão. E mesmo assim, apenas no seu aspecto íntimo e na ilegalidade de certas profissões sexuais. Porque aderir às mercadorias sexuais por exigência do mercado, como no caso da comunicação social ou da publicidade, por exemplo, também é legitimado contextualmente. Realça-se o lado de domínio e controlo que tal exigência do campo íntimo constitui.

Claro que um católico pode auferir milhões e passear-se com a sua limusine pelos bairros pobres da cidade. Um católico pode até ser o Pinochet ou o Berlusconi…

É evidente que a conversão é uma questão de interioridade e relação com o que é “naturalmente” dado – das riquezas materiais aos restantes dons. Mas o que deles se faz, já é visível frutificação e manifestação dessa relação interior.

Não me refiro ao caso concreto, que não conheço, e além disso, os casos concretos são inapreensíveis na sua singularidade total. Só mesmo Deus… Trata-se mais dum comentário aos comentários, e às questões gerais que levantam.

Nada disto é líquido. O cristianismo é catacumbesco, romano, imperialista e hoje também é capitalista. E sempre, as interrogações erguem-se. Talvez até sejam estas que constituem o sentido cristão mais “profundo”…

Abraços to everyone…
 
5 Coisas:

1 - É completamente diferente uma administração ficar com 87% do valor dos salarios e ficar com 20 ou 15% (ignoro quanto seja na realidade mas deve ser perto disto). Aqui é que deve ser feita a correcção, não se deve partir para um debate-reflexão com base profundamente deturpados. O que nasce torpo dificilmente se endireita.

2 - O homem pode ganhar imenso e apresentar-se como um fidelissimo catolico. A questão está em saber o que faz ele depois ao que ganha. Como não ando atrás dele para saber não o julgo. Se a questão é combater a miséria então a melhor solução não seria distribuir mais dinheiro pelos trabalhadores do banco, melhor pagos que a média nacional mas sim dar generosos donativos para combater a miseria no 3º mundo.

4 - Continuam a não interiorizar que pelo facto do seu presídente ser catolico isso nã implica que os restantes gestores sejam. O presidente ganhará sempre mais que os seus acessores. Não faz sentido que assim não seja. O BCP não é um banco catolico nem do Opus Dei, é um banco cujo presidente é catolico do Opus Dei. Há um enorme diferença entre estas 2 situações. O presidente tem um poder limitado e não me parece que a restante administração aceitasse ganhar substancialmente menos. Comparar a perfomance de 5 anos com os rendimentos de um ano e particular não é licito. Teria de comparar o rendimento dos anos com a perfomance de 5 anos. A perfomane bolsista é apenas uma das formas de avaliar os resultados de uma empresa. Pelo pouco que sei destas coisas intui-o que na cotação bolsista há uma componente especulativa que depende do resto do mercado, se a bolsa como um todo tender a subir mais facilmente o valor de uma detrminada acção sobe.

5 - Com tudo isto não quero dizer que a acção do presidente do BCP (nem sei o nome dele), é boa ou má. Apenas quro sublinhar que os dados de que dispomos não nos permitem julgar (esse exercicio sempre arriscado e que deve ser feito com caridade) a sua acção como presidente do BCP. De qualquer modo parece-me abusivo condenar alguem pelo simples facto de ser catolico e presidir a um banco bem sucedido e que paga muit aos seus administradores.

Cam
 
O senhor Cam desconhece o nome do presidente do BCP, de que falo no meu texto. Pergunto-me: leu o texto? Os dois pontos essenciais do meu post - que o senhor evita, claramente, por não lhe interessar discuti-los - são (e mantenho e se isto é calúnia, o senhor Paulo Teixeira Pinto teria de responder em tribunal por "caluniar" os seus trabalhadores):
1 - é obsceno e calunioso um gestor que se diz em todo o lado católico (eu não ando sempre a propagandear os meus princípios) anunciar o despedimento de três mil pessoas como se fosse mudar de camisa;
2 - é obscena e caluniosa a injusta repartição da verba auferida pelos gestores do BCP, em comparação com o que os seus trabalhadores ganham...
 
O seu texto tem partes subjectivas e partes objectivas.
Não pretendo discutir as partes subjectivas, apenas corrigir o erro objectivo.
Pode ter a opinião que quiser, não pode é divulgar dados errados e servir-se deles para caluniar seja quem for.

Cam
 
Facto objectivo: «A componente variável das remunerações dos gestores das cotadas correspondeu em média a 47,4% da remuneração global, percentagem que no BCP foi de 86,4%.»
 
[i]no qual os administradores do banco absorveram em 2005 quase 87% do total pago pelo banco em remunerações a todos os seus trabalhadores.[/i]

Isto está objectivamente errado, é aberrante e quem não ler os comentários pode acreditar neste disparate.

E por mim chega desta absurda discussão.

Cam
 
Ó caríssimo? Mas não falamos objectivamente de obscenidades? Não podiam ter partilhado a remuneração de 87% pelos trabalhadores? Podiam. O Cam insiste no acessório, atirando areia para os olhos. Apenas isto. Não ver isto é que falacioso.
 
os accionitas do bcp deviam, atraves da internet ou por um anúncio num jornal, indicar um dia para nos podermos reunir, para podermos tomar posições acerca do que se está a passar com o BCP, com as OPAS e os ordenados dos administradores( de 60 mil contos/mes).Na minha terra isto chama-se roubar. Há que por travão a isto, têm que ser esponsabilizados pelos prejuízos brutais que têm dado aos accionistas.
 
Enviar um comentário

sementes da terra
 
mail
 
 
anteriores
04.2004
05.2004
06.2004
07.2004
09.2004
10.2004
11.2004
12.2004
01.2005
02.2005
03.2005
04.2005
05.2005
06.2005
07.2005
08.2005
09.2005
10.2005
11.2005
12.2005
01.2006
02.2006
03.2006
04.2006
05.2006
06.2006
07.2006
08.2006
12.2006
 

 

 
 

terra da alegria. 2004.


 

This page is powered by Blogger. Isn't yours?