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quarta-feira, janeiro 11

 

A propósito de uma notícia.

Bom dia. Aqui está uma notícia para aprofundarmos a nossa Fé. Para nos interrogarmos de facto em que é que acreditamos. O que é que consideramos essencial na nossa Fé, o que é que nos motiva e nos verga e nos orienta o procedimento e a atitude, como pessoas que nos afirmamos cristãs.
Há certos aspectos da nossa Fé, considerados na (ou elevados à) categoria de dogmas,
que podem não ocupar na nossa Fé assim uma importância muito determinante. Esta, para mim, é uma delas: Vejamos a notícia: http://ae.no-ip.org/noticia.asp?noticiaid=22118

Para não deixar dúvidas:
Eu creio que:
De entre as criaturas de Deus, Maria, a Mãe de Jesus, é de facto uma criatura muito especial:
A sua abertura ao plano de salvação de Deus para com a humanidade,
a sua disponibilidade,
a sua vontade de participar,
a sua coragem capaz de ultrapassar o medo humano,
a sua capacidade de arriscar,
a sua entrega a um plano que mal percebe, mas acredita,
a sua confiança,
o seu abandono no Amor de Deus
a sua Vida.
Uma criatura assim só parece poder ser possível depois de Cristo.
(Mas também há mais bons exemplos antes de Cristo).

Durante muito tempo, e ainda hoje me interrogo, para ter aquele estado de espírito, que leituras fazia Maria (Isaías?, os Salmos?, os livros de Moisés?), que ensinamentos teve, como era a sua oração, que caminhada..., que educação..., que percurso de Fé..., que exemplos... ?
Maria parece conseguir desprender-se de todos os bloqueios humanos, (continuando a viver como humana entre humanos), mas numa plataforma superior, no âmbito do espiritual, suportada por valores de ordem espiritual.
Como Ela o consegue, eu penso que é na sua capacidade de acolher os Dons de Deus. "O Senhor fez em mim maravilhas..."
(E Deus continua a fazer maravilhas em cada um de nós, ... quando a gente deixa !)
Para terminar acredito que Ela está nos céus, na presença de Deus, e que intercede por nós.

Postos os pontos nos iis, vamos ao assunto:

Foi o fim da notícia que me apeteceu menosprezar e pareceu-me que não seria difícil recolher algum consenso ao dizer que não era o reconhecimento, como feriado da República Portuguesa que atestava a importância desta solenidade, primeiro porque tem sido a Igreja é que tem segurado uns feriados e deixado cair outros (6 de Janeiro, 6ª Feira Santa etc.), segundo porque a República Portuguesa está muito mais preocupada com a matemática dos votos do que com o dogma da Imaculada Conceição e da Assunção.

Mas isto é ver o tema pela rama, de facto o assunto é bastante mais complexo e profundo e, como não sou teólogo, apenas pensei em partilhar o que penso e acredito, não sem algum receio de dizer alguma heresia ou poder escandalizar alguém.

O dogma, embora relativamente recente, 1950, deve ser entendido no contexto do seu tempo.
Depois do Concílio Vaticano II alterou-se significativamente o modo de compreender o Pecado Original... e o Baptismo também ganhou outros fundamentos.
Hoje aceita-se que uma criança ao nascer seja simples, pura e sem culpa e parece-me que hoje não será heresia dizer que uma criança é concebida sem pecado, tal como, antes, se afirmou sobre Maria.
Assim, a meu ver, hoje poder-se-ia afirmar a imaculada conceição relativamente a qualquer criança.
Penso que antes se relacionava o "pecado sexual" dos pais que "infectava", na concepção, o novo ser -- e hoje não se pensa assim.

A questão da Assunção aos céus:
O túmulo vazio. Um corpo, o de Cristo, que antes existia, ali, morto e que depois já não estava. E que estava de outro modo.
A questão da Ressurreição, o estado glorioso,... é mais que uma questão: é um Mistério!
Não se explica com as nossas limitações de tempo e de espaço.
Dizer apenas:“...a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Parece querer afirmar-se que um corpo material, tal como nós o conhecemos, estará, agora, num determinado local, num espaço, materialmente falando.
Não me parece que assim seja.
Não me parece que "... a incorruptibilidade e a imortalidade lhe tenham sido concedidas sem morte prévia".
Cristo, embora Deus, aceitou o percurso completo do ser humano, incluindo a morte.
Mas ao dizer-se:"...e com todas as qualidades e dotes próprios dos corpos gloriosos", já se remete para uma imaterialidade que está mais de acordo com o alcance da minha fé.
De facto não sei explicar como é, mas parece-me que, depois da Ressureição, acho que nos reconheceremos, mas não ficaremos com as limitações deste corpo terrestre e limitado.
Sendo assim, eu acredito que Maria esteja junto de Deus. Que Deus a tenha na Sua presença, tal como tem muitas outras criaturas que neste mundo se esforçaram por cumprir a Sua vontade.
E, deste modo, a Assunção aos Céus, tal como a de Maria, faz parte do Mistério da Ressurreição, inaugurado por Cristo, e poderia ser afirmada relativamente a todos os que estão na presença de Deus.
Cristo foi homem e, na Ressurreição, o Primogénito de Deus.
A criatura humana, os homens e as mulheres, são os destinatários do Plano de Salvação de Deus e candidatos à Ressurreição.
Maria está lá a interceder por nós. Amén

Luís Almeida (VIA MAIL)

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