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quarta-feira, novembro 23

 

Como será isso de cativarmos o Outro



"- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- O que quer dizer «cativar»?"

A raposa deixou-o suspenso e desviou a conversa. Ele insistia, o que quer dizer? Ela por fim respondeu.

"-É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa «criar laços...».
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro."

E destas conversas brotaram outras conversas. O texto é (re)conhecido: «O Principezinho», de Antoine de Saint-Exupéry, numa tradução que manteve o termo «cativar». Como será isso de cativarmos então o Outro? Tendo necessidade dele, como ele de nós. Na semana passada, perguntava-me se seria pelas ruas de Lisboa, de velas e senhora de branco, que o faríamos. Mantenho as dúvidas, mas porventura o Outro pode ter essa necessidade. O mais difícil, já se sabe, é encontrar um caminho comum. "Vem e segue-Me." Sim, mas os escolhos encontram-se caminhando.


Miguel Marujo [CIBERTÚLIA]

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