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segunda-feira, outubro 10

 

Que globalização?

Por estes dias, no meio de enxurradas de notícias que nos vão invadindo a vida, tomei particular atenção às que nos chegavam do norte de África, concretamente, das cidades de Ceuta e Melilla, onde perante a fronteira de arame farpado, agora elevada para seis metros, cidadãos africanos tentam a todo o custo passar para a Europa. Sobressai a violência a que se expõem, e é usada contra eles, para os impedir de tal acto, ilegal.

O mesmo acontece, noutra parte do mundo – na fronteira entre o México e os Estados Unidos da América. Não advogo que a solução seja abrir as fronteiras. Mas, também se vê, que não basta fechá-las. Este assunto tem de ser resolvido de forma global.

Num artigo, editado na agência Adital, Washington Araújo, jornalista brasileiro, reflecte sobre a globalização. Transcrevo as partes mais significativas, com sublinhados meus:


Fala-se muito de globalização. Para muitos, globalização significa algo criado pacientemente pelo grupo dos oito países mais desenvolvidos do mundo e, apressadamente, implementada pelos mesmos. Já para outros a globalização é boa enquanto meio de se manter o status quo: nações ricas continuarão mais ricas e nações pobres reduzidas à miséria absoluta. Mas, penso que a globalização tem outro desafio. O de globalizar utopias, valores humanos, coisas como solidariedade e senso de humanidade. É bem equivocada a ideia de nos contentarmos com uma globalização meramente económica, financeira, onde o capital, esse pária sem alma e sem pátria, possa ditar os fundamentos da ordem mundial que tanto ansiamos por contruir.
Especialistas e pessoas de bom senso e todos os que estudam as causas da pobreza estão cansadas de saber que investimentos em educação pública de qualidade, desempenham um papel essencial no combate a esse mal.
...Outras soluções passam pela admissão de um maior contingente de imigrantes de nações pobres nos países desenvolvidos e o fim dos subsídios agrícolas.
Lamentavelmente, mediadas como essas têm sido sistematicamente repudiadas pelas nações ricas e dificilmente serão postas em prática.
Quando entendemos que somos um planeta, um só povo? Que tudo está profundamente interligado, que o que afecta um país acaba afectando os demais?
Por outro lado, sabemos que a verdadeira globalização não deve tratar apenas de criar megacorporações financeiras, de facilitar o livre tráfego de produtos, bens e serviços.
Antes, o mundo precisa de uma globalização de rosto humano, onde o cidadão e a cidadã sejam o centro das atenções. Afinal, de que adianta termos todos os produtos à venda se não existe poder aquisitivo para comprá-los?
...Globalizem-se os sonhos e também as percepções de que a diversidade humana, longe de nos empobrecer, constitui as bases para o enriquecimento do nosso património humano, que, antes de tudo, é universal. A verdadeira globalização haverá de nascer da compreensão sólida de que somos cidadãos de um mesmo mundo, de uma mesma pátria comum, de uma única humanidade. Repensar os efeitos nocivos da globalização hoje em dia é algo inadiável. Uma questão de direito...planetário!


Na Palavra que escutámos ontem, nas nossas missas, demos conta que Deus tem um projecto de Vida e de felicidade para TODOS. O profeta (Isaías 25, 6-10a), descreve em que consiste o Reino dos Céus. Dele, não é excluído ninguém. Através do compromisso (diáriamente assumido), do nosso baptismo, cabe-nos fazer com que todos, a ele tenham acesso. O Reino, disse Jesus, está já presente no meio de nós. O Reino, é a libertação de todas as fomes do homem.

Maria da Conceição (JARDIM DE LUZ)

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