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segunda-feira, outubro 3

 

Olhares sobre a Igreja. Evangelização e Eucaristia

Na Carta Pastoral , A Igreja na Cidade, no seu ponto número 10, D. José Policarpo, refere-se a um estudo que situa a Polónia e Portugal como os países da União Europeia onde a fé religiosa, concretamente a fé em Deus, tem uma maior expressão. E a seguir, enuncia os principais dados, em percentagens, que definem as atitudes do ponto de vista da fé.
Ao lermos os dados, e eles são facilmente detectáveis, a discrepância entre aqueles que um dia receberam o sacramento do baptismo e os que se reunem todos os domingos para celebrar a Eucaristia, é enorme.


Sendo o sacramento da Eucaristia o centro da vida de um cristão, temos de nos sentir fortemente interpelados, para a necessidade urgente, de focarmos a evangelização para a vivência participativa deste sacramento. Porque, mesmo, os que todos os domingos se reunem na sua paróquia ou noutro local para participar na Eucaristia, o fazem de forma inconsequente. É sinal disso, a falta de cuidado em estar presente logo no início da celebração. É muitas vezes visível a falta de atenção na escuta da Palavra. E a Palavra que é alimento para uma vida plena, e mais centrada em Jesus Cristo é escutada de forma inconsequente. Há um contraste entre a fé que se professa e a vida que se vive.

Acreditar em Jesus Cristo é acreditar no que Ele acreditava. É fazer as obras que Ele fazia.
Não podemos deixar de pensar e comparar a relação entre a quantidade de crentes baptizados e que se afirmam católicos, e o facto de sermos um país onde a corrupção, a fuga aos impostos, a fraca participação cívica, têm fortes expressões.


Logo no início do cristianismo, S. Paulo na 1ª Cor 11,20-21, interpela os cristãos sobre a forma como vivem a Eucaristia: “Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que comeis. Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague.”

Estamos a terminar de celebrar o ano dedicado à Eucaristia. De entre algumas iniciativas mais ou menos visíveis, houve uma intensificação no cuidado com o rito. Nas paróquias, aconteceram alguns momentos mais intensivos de oração diante do Santíssimo Sacramento em exposição solene. Os frutos dessas acções só Deus o saberá. Mas como diz Jean Corbon no seu livro “A fonte da Liturgia”: “A adoração sem metánoia (arrependimento e conversão) do coração seria uma hipocrisia, mas uma conversão sem êxodo em direcção ao amor do Pai seria uma ilusão moralizante e desanimadora. A conversão é teologal, e a adoração é um regresso à vontade do Pai. Se esse movimento é celebrado na verdade e na fé, começamos a ser transfigurados; já não somos apenas espectadores de uma teofania, mas a nuvem envolve-nos: a epifania de Cristo torna-se nossa, a da Igreja.”


Diz-nos ainda o mesmo autor sobre a Eucaristia: “Uma vez porém que, ao longo de toda a liturgia divina, o Espírito Santo nos fez viver o acontecimento da Páscoa de Jesus, devemos estar atentos ao que Ele vai viver connosco após a celebração. Tendo-nos tornado Igreja, havemos de vivê-la como Kenose do Espírito Santo. Ao dom do amor que é sempre fiel deverá corresponder a verdade da caridade que o Espírito derrama em nossos corações.”

É grande o desafio que se coloca à Igreja. Para nós, cristãos leigos, não basta ficarmos à espera das mudanças que a hirarquia ouse promover. É necessário, que amemos cada vez mais o sacramento da Páscoa do Senhor, o testemunhemos na nossa vida a ponto de ela se tornar interpelação para os outros que ainda não descobriram esta riqueza da nossa fé.


Maria da Conceição (
JARDIM DE LUZ)

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