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segunda-feira, agosto 1

 

Timshel. Fazei o que Deus quer e não o que Ele manda. Quarta-feira, Julho 27. 2005.

O problema do fundamentalismo, cristão ou islâmico, socialista ou capitalista, é outro; não é o de advogarem doutrinas e referentes; o problema é de não deixarem na teoria e na prática, espaço para os aceitarmos. O problema é que parecem imunes ao facto de Deus nos ter conferido liberdade. (a bordo). - Estava eu em pleno processo de redacção sobre este tema para a Terra da Alegria quando li isto. Acabou-se-me a inspiração (que já não era abundante aliás). Porque em quatro linhas está aqui dito tudo o que queria dizer hoje (e de forma mais brilhante do que a que eu poderia ter escrito).

Retomando. Na semana passada quando aqui referi aquele pequeno episódio do fundamentalismo islâmico não sublinhei adequadamente que o que menos interessava era ser islâmico. O que visava era apenas o fundamentalismo. A expressão "Fazei o que Deus manda quer Ele queira quer não" visava precisamente o extremo egoísmo que caracteriza os fundamentalistas quando confundem inconscientemente o seu egoísmo e as suas frustrações pessoais com a vontade de Deus.

O fundamentalismo religioso ou laico, político ou económico, científico ou moral pertence apenas à categoria do Mal (ou, de forma mais prosaica, simples estupidez humana).
Porque me parece que o homem vive rodeado de abismos. Fundamentalismo, relativismo, egoísmo. Abismos que só se podem vencer através da oração e de um permanente exercício de auto-reflexão e de introspecção.

O único fundamentalismo admissível é o fundamentalismo do Amor. Porque este implica equilíbrio e sentido da proporcionalidade.
Implica atenção ao outro e a si próprio como forma de melhor servir o outro.
Implica bondade, pura bondade.
Implica humildade, muita humildade, humildade genuína, que não seja apenas uma capa hipócrita ador(n)adora do ego. Implica paciência e prudência.
Implica generosidade e muita introspecção. Implica temperança de pensamento.
E implica também um pouco menos de autoritarismo paternalista e de certezas implícitas, características de quem tem Deus na barriga, como são as que se manifestam no estilo final deste texto que acabei de escrever.

[TIMSHEL]

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