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quarta-feira, maio 4

 

Plans are daydreaming and this is an absolute measure of a man

As primeiras páginas da Bíblia descrevem a abundância exuberante do mundo criado, afirmando que tudo aquilo de que o homem pode ter necessidade lhe foi concedido, a fim de que possa levar uma vida digna de uma criatura feita à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26). Por conseguinte, não é possível que, no mundo, milhões de pessoas vivam subalimentadas ou sofram de fome. A terra é capaz de lhes oferecer o necessário e, portanto, a causa da escassez dos alimentos deve ser procurada noutra parte.
No Livro do Génesis, Deus entrega a criação nas mãos do homem (cf. 1, 26 e 28); portanto, é nesta direcção que devemos olhar, se quisermos compreender as desordens actuais. Veio a faltar uma gestão equitativa dos bens da criação, com uma evidente desigualdade na partilha dos recursos.
Não. Não sou eu que fui o autor dos parágrafos antecedentes. Também não foi Leonardo Boff ou Frei Betto. Foi o Papa João Paulo II em 3 de Novembro de 2001.
É certo que foi uma frase proferida no domingo passado pelo Santo Padre Bento XVI que me fez recordar estes parágrafos. Disse Bento XVI: "as condições laborais devem ser cada vez mais respeitadoras da dignidade humana".
E só é possível que as condições laborais sejam mundialmente respeitadoras da dignidade humana se existir uma redistribuição de recursos ao nível mundial.
Existe uma alternativa económica cristã ao modelo actual de globalização.
Uma globalização que não se faça à custa das pessoas pobres (dos países ricos, pelo efeito da deslocalização, e dos países pobres, por efeito da sobre-exploração).
Uma globalização que não resulte em favor das classes possidentes e dos exércitos (dos países ricos e dos países pobres).
É possível uma globalização mundialmente regulada que permita a transferência de recursos das grandes riquezas mundiais de modo a que, em todo o mundo, existam os recursos necessários que permitam que as condições laborais sejam, em todo o mundo, respeitadoras da dignidade humana.
Como escreveu São José Maria Escrivá: "Um homem ou uma sociedade que não reaja diante das tribulações ou das injustiças e se não esforce por as aliviar, não é um homem ou uma sociedade à medida do amor do Coração de Cristo." (Cristo que passa, 167)


Timshel [TIMSHEL]

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