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quarta-feira, maio 18

 

OS MARRETAS TAMBÉM SÃO OS OUTROS


Classificação etária. Este filme pode ser visto por todos.
Advertência crítica. Mas digo ao que venho.
O meu texto da semana passada , em que zurzia nos velhos dos Marretas que há em cada um de nós católicos, teve ecos indirectos durante esta semana, como também escrevi na minha outra casa . Passe a presunção e a água benta.
Argumentos já escritos. Louçã foi infeliz no debate com Portas (lembram-se?). Logo a congregação para a doutrina da fé saiu em defesa do agora líder do Bloco de Esquerda.
Na semana passada, um padre do Porto foi idiota, misturando o impossível e afirmando uma aberração. Terei de sair a terreiro, como católico que não esconde essa condição, demarcar-me da idiotice daquele senhor padre? Não me parece. Nem me parece que todos os católicos que debatem responsavelmente o aborto tenham de o fazer, como pedia no domingo Ana Sá Lopes, no Público.
Afinal, o que disseram para trás não chega? Ou terão de bater no peito sempre que um católico faz disparates? Afinal, terei de exigir, no futuro, aos bloquistas ou aos pró-despenalização (e já se disse aqui que a minha posição não coincide com um certo discurso da Igreja) que batam no peito e se demarquem das mulheres que berram a barriga é minha e outras idiotices descredibilizando desse lado o debate?
Da Igreja e da doutrina agora parece que todos sabem falar... Mas depois, lê-se bem, esmiúça-se melhor, e percebemos que a intervenção está ao nível de um Código Da Vinci. Neste mundo simples de preto-e-branco, parecem caber, às vezes, os não-crentes. Ratzinger feito Papa é logo analisado do balcão: I hate it, sem possibilidades de dúvida, redenção ou glória.
Valia a pena instigar bloguistas e intervencionistas a «informarem-se antes de serem lidos a opinar sobre tudo e mais alguma coisa». E se critiquei católicos por não estudarem, não aprofundarem, não estudarem, não debaterem, não estudarem, não lerem, não estudarem, nem rezarem, hoje vejo que afinal a invectiva deve ser recíproca. Falta à Igreja Católica — defendo — gente que se inquiete mais, que desinstale saberes, que questione certezas. Mas como a Igreja é do mundo, falta também no mundo gente que não se fique pela espuma dos dias.
O padre do Lordelo do Douro e o Papa Bento XVI se quiserem um advogado de defesa que o arranjem. Eu não preciso de ser advogado de acusação todos os dias. E aprendendo todos, todos aprendiam. Longe da barra dos tribunais.


Miguel Marujo [CIBERTÚLIA]

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