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quarta-feira, abril 6

 

Ele (um plágio da Fé, da Esperança e da Caridade)

Ele acreditava em Deus, no que Ele havia revelado e no que a Igreja lhe propôs porque Ele é a única verdade. Ele entregou-se inteira e livremente a Deus. Ele esforçou-se por conhecer e fazer a vontade de Deus. Ele era justo e por isso vivia por Cristo. Ele acreditava n'Ele e, consequentemente, amava.
Ele sabia que acreditar n'Ele era sobretudo comportar-se de acordo com a Sua vontade.
Ele sabia que não bastava acreditar intimamente em Cristo. Ele sabia que só se acredita verdadeiramente n'Ele demonstrando-O, testemunhando-O e difundindo-O. Nunca hesitou no caminho da Cruz.
Ele desejava como felicidade o Reino dos Céus e a Vida Eterna colocando toda a sua confiança nas promessas de Cristo e apoiando-se nas suas forças na medida em que elas beneficiavam dos auxílios da Graça do Espírito Santo. Ele aspirava à felicidade pois esta foi colocada por Deus no coração de todos os homens. Ele acreditava que as actividades dos homens, purificadas do Mal, são o caminho para o reino dos Céus. Ele não acreditava no desalento e protegia do desfalecimento. Ele dilatava o coração à espera da bem-aventurança eterna. Cristo preservava-o do egoísmo e conduzia-o à felicidade da Partilha. Ele esperava contra toda a esperança.
A sua alegria expressava-se e alimentava-se da oração, especialmente do Pai Nosso.
Ele amava a Deus sobre todas as coisas, por Ele mesmo e pelo seu próximo. Ele amava mais do que os cristãos normais, que se esforçam por amar os outros homens como se amam a eles mesmos, por amor de Deus.
Ele amou até ao fim manifestando assim o amor que recebeu do Pai. "Amai-vos uns aos outros".
Ele sabia que guardando o mandamento de Cristo permaneceria no Seu amor.
Ele amou os seus inimigos. Ele amou todos os homens (nomeadamente os "mais distantes e estranhos" - Lucas 10, 27-37). Amou os fracos e os pobres mais do que a si mesmo.
Ele era paciente, disponível. A todos desculpava. Em todos acreditava. Ele de todos esperava. Ele tudo suportou.
Ele sabia qual era a maior de todas as virtudes. Aquela que é amizade e comunhão.
Ele sabia que só partilhando assegurava e purificava a sua faculdade humana de amar.
Ele sabia que não se devia separar do mal por temor do castigo pois não era um escravo, e que também não buscava tal separação para obter alguma recompensa pois não era um mercenário. Ele separava-se do mal por amor ao Bem e por amor Àquele que lhe disse que obedecesse ao seu único mandamento.

O fim e o meio de todas as suas obras foi o amor. Uma vez a ele chegado, repousou.
– "Vê-se que és orgulhoso. Porque é que falas tanto de Deus?" perguntou o eremita a S. Siluane.

Timshel [TIMSHEL]

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