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quarta-feira, abril 20

 

Deus cuida

Há um provérbio chinês que diz que quando alguém aponta para a Lua, os sábios prestam atenção ao astro celeste e os néscios embasbacam-se com o dedo de quem aponta.
É o que me ocorre no contexto destes dias em que, sucessivamente, milhões se angustiaram com a saúde do Papa e depois com a sua morte e agora se agitam na expectativa de saber quem vai ser o seu sucessor.
Lado a lado ou misturadas surgem em cena as profecias de Malaquias e de Nostradamus e as análises político-estratégicas, as explicações teológicas e o perfil dos cardeais, as antecipações e os disparates, as certezas absolutas e as anedotas, as apostas e as exigências, o protesto pelo exagero noticioso e o protesto contra esse protesto... Por cá, a avaliar pelo número de padres a comentar e a explicar, ficámos a perceber que a crise das vocações afinal não é tão grave. Entre televisões, jornais, internet e conversas de café vai-se dizendo tudo.
Inevitável na era da comunicação, dirão alguns. Sim, talvez seja. Mas para nós, cristãos, católicos, que reconhecemos na figura do Papa, aquele que torna visível a nossa unidade em Jesus Cristo, torna-se perigoso embarcar (ainda que pelos “melhores” motivos) neste mediatismo desarvorado. Por muito que amemos o Papa, o fundamento da nossa Fé está em Jesus Cristo e será para Ele que deveremos orientar a nossa atenção, a fim de podermos concretizar na nossa vida o testemunho de caridade e justiça que d'Ele vem.

Parece-me, no entanto, que algum benefício poderá vir dessa explosão de exigências, manifestações e desejos, como seja o facto de se darem a conhecer muitas das sensibilidades de dentro da Igreja e também o de nos apercebermos as diferentes visões que têm de nós a partir “de fora”. Disso o novo Papa, seja ele quem for, terá que ter consciência e, ao mesmo tempo, zelar para que não se percam os fundamentos da Fé que é a de todos nós e que ele terá que servir acima de tudo, independentemente do seu carácter, ideias ou convicções pessoais.
Assim Deus o ajude e ilumine.

Rui Almeida [POESIA DISTRIBUÍDA NA RUA.]

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