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quarta-feira, fevereiro 2

 

Segundo. Aqui entra o diabo.

Num segundo momento, depois de entrevisto o pólo fulcral, fundamental, estrutural, visceral, essencial, substancial, primordial, original, profundo, originário, condicionante, central, vital, dinamizador, criador, alimento, vivificador, organizador, motivador, seiva, raiz, flor, fruto, oleoduto, canal, fonte, e canalizador, do amor, e do amor na nossa vida, e por isso ficar convencido da pertinência do modelo de explicação, compreensão, cristã, fiquei ainda mais convencido da sua pertinência pelo facto de ele invocar para esse amor, nada da espontaneidade de um certo romantismo, da facilidade de um certo romantismo, da imediaticidade de um certo romantismo, mas pelo facto de ele invocar extrema dificuldade.
Vale aqui a pena lembrar o semeador ao longo do caminho, a surdez dos que ouvem, a cegueira dos que vêem, a dureza do coração, outras, outras e outras. O que é dizer que se o cristianismo é uma mensagem de amor, é também uma mensagem sobre a dificuldade do amor. O que na Feira das Vaidades é certamente correcto. E empiricamente verificável. Por isso, parece que o modelo poderia – e não mereceu – merecer a admiração neopositivista.

Amar é difícil. Amar implica uma disponibilidade que habitualmente não temos. Deixar-se amar não é fácil porque implica uma disponibilidade muitas vezes ausente… Se o cristianismo se mostra um modelo fiável, pela centralidade que concede ao amor, e pela dificuldade que lhe atribui, salientando espinhos, a dor e o sofrimento, procura para além disso o que pode explicar a dificuldade de amar e ser amado. Assim, coloca a questão: porque é que sabendo todos e cada um de nós que o amor, o amar e o ser amado, é aquilo que mais precioso podemos encontrar na vida, ainda assim não seguimos o seu apelo? - Aqui, entra o diabo. E por isso é altura de nos irmos embora. Até porque essa entrada é muito difícil de aceitar e pensar nos modelos que vamos tendo.


Fernando Macedo [A BORDO]

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