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quarta-feira, fevereiro 9

 

A profunda alegria da Quaresma

Quarta-feira de Cinzas. "Lembra-te que és pó..." - Aparentemente, tudo é como a mentalidade mais enraizada faz crer...
Mas o Evangelho que ouvimos neste dia diz: “Quando jejuardes perfumai a cabeça” (Mt, 6,17). Pode até parecer que Jesus nos convida a apostarmos num jogo de aparências, mas não. O perfume com que ungirmos as nossas cabeças nesta Quaresma há de ser resultado directo do supérfluo de que nos formos conseguindo libertar.
O jejum não pode ser mero cumprimento de preceitos e regras mais ou menos arbitrários e feitos à medida de sentimentos de culpa ou de supostas necessidades espirituais e muito menos de alucinados favores que se prestam a Deus, nosso Senhor ou a outras entidades mais ou menos obscuras que vamos servindo. O jejum há de ser uma maneira de irmos habituando a nossa vontade à justiça e à rectidão. Há de ser ensinarmo-nos, a nós próprios e uns aos outros a vivermos com aquilo que temos, conforme as necessidades, nossas e dos que nos rodeiam. Há de ser aprendermos a partilhar e a saber aceitar o que os outros têm para connosco partilhar.

Entendo a Quaresma como o tempo que a Igreja propõe para que todos, unidos em princípios básicos e cada um segundo a sua consciência e possibilidade, possamos reconhecer e prepararmo-nos para a realidade mais elevada da nossa fé: a morte e ressurreição de Jesus. A Quaresma não é, de modo nenhum, tempo de tristeza. É, antes, tempo de procurarmos na nossa vida aquilo que, de facto, nos faz felizes e nos permite ultrapassar as dificuldades. Tempo de reconhecermos a nossa fragilidade para descobrirmos de onde vem a nossa força, de recusarmos o que nos atrapalha para encontrarmos o que podemos partilhar com os outros.

Creio que aquele perfume com que Cristo nos aconselha a perfumar a cabeça durante a época do jejum é o desafio para não nos fechemos em nós mesmos e que, da nossa vida se solte uma alegria capaz de contagiar os outros.
Rui Almeida [POESIA NA RUA]

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