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segunda-feira, janeiro 17

 

Século de Luz ou Século de Trevas?

NOTA: O texto seguinte é um excerto de documento publicado pela Comunidade Internacional Bahá'í, intitulado "Quem está a escrever o futuro?". Trata-se de uma reflexão sobre a evolução da humanidade ao longo do século XX à luz dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Devido a extensão do documento, este será publicado gradualmente. Os subtítulos, as frases a bold, e entre parêntesis recto, assim como algumas notas são a minha responsabilidade.
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Apreciar as transformações trazidas ocorridas no século passado é não negar a escuridão envolvente, que faz realçar com nitidez os acontecimentos: o extermínio deliberado de milhões de seres humanos indefesos, a invenção e o uso de novas armas de destruição, capazes de anular populações inteiras, o despertar de ideologias que sufocaram a vida espiritual e intelectual de nações, o danificar do ambiente físico do planeta numa escala tão grande que pode levar séculos a sarar, e o prejuízo incalculavelmente maior infligido a gerações de crianças, ensinadas a acreditar que a violência, a indecência e o egoísmo são triunfos da liberdade pessoal. Estes são só os males mais óbvios de uma lista sem par na história, cujas lições a nossa era deixará para a educação das gerações flageladas que nos seguirão.
A escuridão, contudo, não é um fenómeno dotado de alguma forma de existência, muito menos de autonomia. Não extingue a luz, nem a diminui, mas assinala as áreas que a luz não atingiu ou iluminou inadequadamente. Deste modo, sem dúvida, será a civilização do séc. XX, avaliada pelos historiadores de uma época mais madura e desapaixonada. As ferocidades de natureza animal, que vingaram descontroladamente nestes anos críticos e que pareceram, por vezes, ameaçar a própria sobrevivência da sociedade, não impediram o regular despontar das potencialidades criativas que a consciência humana possui. Pelo contrário. Com o avançar do século, um número cada vez maior de pessoas despertou para o quão vazias eram as vassalagens, e infundados os medos, que os mantiveram cativos apenas alguns anos antes.
"Incomparável é este Dia", insiste Bahá’u’lláh, "pois ele é como olhos para os séculos e eras passadas, como uma luz para a escuridão dos tempos."[1] Nesta perspectiva, a questão fulcral não é a escuridão que atrasou ou obscureceu o progresso alcançado nos cem extraordinários anos que agora terminam. É antes uma questão de quanto mais sofrimento e desgraça que têm de ser experienciados pela nossa raça, antes que nós, de todo o coração, aceitemos a natureza espiritual que faz de nós indivíduos únicos, e arranjemos a coragem necessária para planear o nosso futuro à luz do que foi tão dolorosamente aprendido.

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NOTAS
[1] - Bahá'u'lláh, citado por Shoghi Efendi em O Advento da Justiça Divina


Marco Oliveira [POVO DE BAHÁ]

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