<$BlogRSDURL$>

 

 

 

   

 
 

terra da alegria


 
 
timshel guia dos perplexos cibertúlia poesia distribuída na rua a bordo baixa autoridade
 
     

segunda-feira, janeiro 17

 

Os católicos e a política

O tema que hoje aqui me traz é simples. E como assim é não vou gastar demasiadas palavras para o dizer. É motivado por um comunicado dos bispos portugueses. Falemos pois dos católicos e da política.
“A política é suja”; “a política é para quem não tem escrúpulos”; “a política é insulto”; “na política todos berram”; “os políticos são todos o mesmo”. Queixumes destes são fáceis de ouvir entre o nosso povo de brandos costumes. Na comunidade crente a associação da profanidade da vida política à sua inerente “sujidade” é reflexo desta mesma maneira de ver a coisa pública. Quantas vezes já ouvimos dizer “na Igreja não há políticas”. Ou “isso é política por isso não se discute aqui”. Pois bem, os bispos portugueses vêem explicar que se deve aplicar exactamente o contrário destes pressupostos. Dizem, no seu último comunicado de 14 de Dezembro de 2004: «As comunidades cristãs podem ser lugar para a discussão crítica das propostas que nos vão ser feitas, ajudando-nos uns aos outros naquele esclarecimento que antecede a nossa escolha, na certeza de que não há soluções perfeitas, nem definitivas.»

A Comissão Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, que assina este comunicado, começa por relembrar a delicadeza do momento que o país vive. Ao contrário dos que esperariam silêncio, para que “ninguém pudesse interpretar as suas palavras como ingerência na política”, os bispos decidiram falar. E decidiram bem. Escusando-se a comentar os pormenores e causas da situação presente, este comunicado parte das dificuldades que atravessamos para apelar à participação responsável dos cristãos: «Na campanha eleitoral que se aproxima temos todos o dever de nos esclarecermos criteriosamente, passando para além do discurso eleitoralista e apreciando as soluções objectivas que nos são propostas para o Governo da Nação. Para tal, importa avaliar da sua justiça, da sua viabilidade, da sua consonância com os princípios da dignidade humana, do respeito pela vida, da dimensão social que todas as políticas devem ter.»
Para os cristãos, esta exigência não é apenas uma questão de cidadania. Como sublinham os bispos mais adiante: «não esqueçamos, em nenhum momento, que a participação política é sempre busca da verdade, expressão do amor fraterno, escolha da honestidade e da generosidade como padrões de comportamento. E nós cristãos sabemos que passa também por aí a construção do Reino de Deus.»

Zé Filipe [ENCHAMOS TUDO DE FUTUROS]

sementes da terra
 
mail
 
 
anteriores
04.2004
05.2004
06.2004
07.2004
09.2004
10.2004
11.2004
12.2004
01.2005
02.2005
03.2005
04.2005
05.2005
06.2005
07.2005
08.2005
09.2005
10.2005
11.2005
12.2005
01.2006
02.2006
03.2006
04.2006
05.2006
06.2006
07.2006
08.2006
12.2006
 

 

 
 

terra da alegria. 2004.


 

This page is powered by Blogger. Isn't yours?