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quarta-feira, dezembro 1

 

Maçãs e cestos.

Tudo começou que me lembre por um texto do Carlos que defendia a humanidade de Hitler, contra aqueles que tentam falar apenas da sua monstruosidade. A intenção e a letra não pretendiam como é óbvio para ilibar o ditador. Antes pelo contrário. Era retirar qualquer hipótese de não imputabilidade. Retirar qualquer hipótese de o dizer meramente louco, meramente monstro. De fazer a sua vida e a sua acção serem lidas não apenas à luz dos monstruosos actos que cometeu, mas também à luz do homem que não podia deixar de existir nele…
Tendo acabado de reler há pouco o Moisés e o Monoteísmo de Freud, constatei uma coisa curiosa. Para Freud, existiu não um Moisés, um homem dotado de variadas facetas, mas dois homens Moisés, cada um aglutinando características diversas, e cada uma com características distintas.
No crime, Hyde e Jeckyll fazem melhor. Pois neles a duplicidade coincide no mesmo. E vem também isto a propósito do texto do Timóteo na última terra. O Timóteo dá conta de construções abrasivas. E são-no assim porque ao contrário de Freud, se unem o diverso é para o destruir. São assim porque ao contrário do que Carlos nos diz não mantêm a diversidade coexistindo nos mesmos grupos ou na mesma pessoa. Por isso, afirma o Tim que contra isto deve reagir o cristão, afirmando o primado da diferenciação. Deve-se, segundo ele, ver a maçã sadia dentro do cesto podre e por contraposição a podre no meio do cesto sadio. O que quanto a mim, não é apenas correcto, mas correctíssimo, e coloca uma questão que anteriormente já determinara como fulcral para a cognição cristã: a descriminação diferenciadora… O que poderia levar ao Espírito Santo ou à prudência de Aristóteles: «(…) que não tem qualquer relação com a precaução ou com o interesse pessoal. É a virtude da inteligência prática, de saber como aplicar princípios gerais em situações particulares» (Alasdair MacIntyre, A Short History of Ethics, University of Notre Dame, Indiana, 1998, 74).

Fernando Macedo [
A BORDO]

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