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quarta-feira, outubro 27

 

A escola enquanto variável da competitividade (1)

No post da semana passada tentei fazer passar a ideia da extrema importância da existência de uma família que tenha uma permanente e grande disponibilidade em termos de afecto, tempo e atenção para os filhos. Para que estes possam vir a ser no futuro pessoas equilibradas, competentes, intelectualmente curiosas e inovadoras, com grande capacidade de trabalho.
A este respeito, não posso deixar de fazer uma breve referência à importância que têm os jogos, em particular os jogos educativos, no desenvolvimento de competências, em especial nos primeiros anos de vida e na infância.
A família é, de facto, a primeira etapa da elaboração da matéria-prima mais importante no processo de produção: as pessoas. É a qualidade desta "matéria-prima" que será decisiva em termos de competitividade de uma economia.
A segunda etapa mais importante decorre na escola. Exige-se da escola que ela transmita eficazmente valores e competências. Fundamentalmente através dos professores. É importante por isso que os professores que tenham grandes capacidades para transmitir eficazmente conhecimentos e valores sejam devidamente remunerados.
Neste momento da discussão surge sempre a eterna questão: qual o modelo educacional? Escolas públicas ou escolas privadas?
Digo desde já que me inclino para um modelo baseado em escolas privadas. Por razões que os neo-liberais já explicaram melhor do que eu (e parece-me que nisso têm razão) o Estado, tendencialmente, não é um bom prestador de serviços. Tendencialmente a relação qualidade/custo dos serviços prestados pelo Estado é inferior à dos serviços prestados por privados. Pelo menos nas actuais condições de desenvolvimento da consciência na espécie humana, por razões que radicam na própria natureza humana mais primitiva.
É com base neste pressuposto que digo que o Estado não deve ter funções de prestador. O Estado deve reservar-se para o papel de regulador, de garante e de financiador.
Um modelo educativo baseado nas escolas privadas é mais eficaz e mais eficiente na transmissão de conhecimentos e de valores.
Como é que o Estado deve exercer o seu papel de regulador, de garante e de financiador do sistema educativo?
O Estado deve exercer o seu papel de regulador, de garante e de financiador no sistema educativo do mesmo modo que o deve fazer no resto da sociedade: de modo a assegurar a igualdade de oportunidades e a combater as desigualdades resultantes de mecanismos automáticos do funcionamento dos sistemas sociais em que a procura e a oferta funcionam livremente.
O Estado, no seu papel de regulador, no seu papel de controlo, e no seu papel de financiador, deverá intervir num modelo de ensino baseado em escolas privadas de modo a assegurar o acesso do ensino a todas as classes sociais em igualdade de circunstâncias e a uniformidade na transmissão de conhecimentos e valores (uniformidade esta necessária para assegurar a coesão social de um povo).
Como, em concreto?
Tentarei responder a esta questão na próxima semana.

Timóteo Shel (
TIMSHEL)

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