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quarta-feira, outubro 20

 

A competitividade

Após uma série de posts esquerdistas por um lado e, por outro lado, trilogias e "quadrilogias" de posts pretensamente místico-filosóficos ou religiosos, vou hoje dedicar este meu espaço aqui na Terra da Alegria a algo que pode parecer direitista e muito terra a terra. Sobre a competitividade económica, mais propriamente sobre a primeira de duas variáveis humanas da competitividade (o próximo post será sobre a segunda). Estas duas variáveis são aquelas que actuam sobre a competitividade económica sobretudo no longo prazo: a família e a escola.

aqui escrevi em tempos sobre o divórcio. Este post encontra-se alinhado com as posições que aqui defendi nessa altura. Contudo ele será hoje puramente tecnocrático. Com efeito, pretendo nos posts que vou escrever, defender um modelo de família e um modelo de escola por razões de competitividade económica e não por razões religiosas (embora as conclusões a partir de um ou de outro raciocínio sejam as mesmas).

Os conhecimentos científicos sobre o ser humano têm revelado a importância de um ambiente familiar seguro, equilibrado e afectuoso desde o primeiro dia de vida do ser humano.

Não irei aqui entrar em detalhes científicos. Importa apenas reter um conceito: uma grande disponibilidade em termos de tempo, afecto e atenção vão tendencialmente determinar pessoas estáveis, intelectualmente curiosas, com grande capacidade de trabalho.

O pai, a mãe e os filhos numa relação equilibrada, afectuosa e responsável formam um "triângulo virtuoso" que cria as condições para que existam fortes probabilidades de os filhos virem a ser, quando crescidos, pessoas competentes, intelectualmente motivadas e com grande capacidade de atenção, concentração e trabalho.

Se queremos ter uma sociedade economicamente competitiva, com grande capacidade de produção de riqueza, eficiente e eficaz, é pela família que temos de começar. Devem existir políticas de criação de condições culturais, sociais e económicas de valorização da disponibilidade de tempo, afecto e atenção nas famílias.

Que tem feito o governo e outros poderes para implementar políticas (de curto, médio e longo prazo) para criar as condições culturais, sociais e económicas de valorização da disponibilidade em tempo, afecto e atenção dos pais para com os filhos?

Que têm feito outros instrumentos sociais de aculturação neste sentido?

Que têm feito as empresas e outras instituições sociais?

Que tem feito a televisão?

Que tem feito o governo e outros poderes para regulamentar a televisão de modo a que ela deixe de ser o principal instrumento de desagregação familiar que conhece hoje a sociedade portuguesa?

Os "cristãos" no governo e nas empresas de comunicação social, perante a visão do poder e dos cifrões, depressa enviam o seu cristianismo para a hora da missa dominical e aí o deixam fechado a sete chaves.


Timóteo Shel (
TIMSHEL)

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