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terra da alegria


 
 
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quarta-feira, setembro 22

 

O que queres de mim?

Por vezes, o que me dói como nada mais é o abandono da fé, a insuportável ausência da fé.
Não me basta o efémero ou um quotidiano vazio. Dispenso bem uma vida sem sentidos.

Silêncio

Uma noite,
quando o mundo já era muito triste,
veio um pássaro da chuva e entrou no teu peito,
e aí, como um queixume,
ouviu-se essa voz de dor que já era a tua voz,
como um metal fino,
uma lâmina no coração dos pássaros.
Agora,
nem o vento move as cortinas desta casa.
O silêncio é como uma pedra imensa,
encostada à garganta.
José Agostinho Baptista

Talvez seja eu que não estou atento.


Carlos Cunha [PARTÍCULAS ELEMENTARES]

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