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quarta-feira, julho 21

 

TODOS SOMOS PECADORES

Num post do partículas elementares, o CC fazia uma análise elogiosa (que me parece extremamente correcta) da atitude de JPP relativamente ao seu lugar como embaixador na UNESCO. 
Num dos comentários a esse post alguém escreveu o seguinte : 
Espero, sinceramente, que não te venhas a arrepender do que escreveste, para nosso bem!”  
Este pequeno texto pode-se considerar o desenvolvimento do comentário que na altura lá escrevi.  
Existe uma perspectiva invulgarmente totalitária em determinados blogues e comentadores que se pode resumir do seguinte modo.  
A realidade é a preto e branco. Nós somos os bons, os outros são os maus. Os da nossa cor são completamente inteligentes, os outros são completamente estúpidos. Os da nossa sensibilidade são completamente bons, os outros são completamente maus. Quando um dos outros toma uma atitude correcta não se fala nisso (como foi o caso de certos blogues claramente de intervenção política auto-denominados de esquerda que nem uma palavra disseram sobre esta atitude do JPP) ou, então escreve-se o menos possível sobre isso (o Barnabé escreveu exactamente linha e meia sobre essa atitude do JPP). Um blogue que me surpreendeu pela positiva relativamente a esta atitude do JPP foi o Causa Nossa (embora tenha muitas dúvidas se o Causa Nossa teria a mesma posição relativamente a outra pessoa que tivesse adoptado a mesma atitude que não fosse o JPP).
 
Quando se diz que os políticos estão longe das pessoas reais e que estas desconfiam dos políticos, tal parece-me dever-se, nomeadamente, a este maniqueísmo infantil e infantilizante de alguns dos nossos políticos. Este tipo de políticos vive imerso num mundo de certezas, sempre sem dúvidas, eternamente a preto e branco, onde tudo o que é bom é nosso e tudo o que é mau é dos outros. 
Pior. Quando a realidade contraria esta idiossincrasia, eles apagam a realidade. Estaline apagou as fotografias de Trotzky, Paulo Portas apagou as fotografias de Freitas do Amaral, o Barnabé e outros apagam a atitude de JPP (tal como este apagou outro tipo de atitudes do “outro lado”…). 
Ora a maioria das pessoas sente e sabe aquilo que já há muito tempo os psicólogos diagnosticaram: que este tipo de vivência é característico da personalidade na fase etária entre os 2 e os 6 anos.
 
Para um católico, todos os homens são pecadores (tal como todos os homens são capazes de virtude) e, na realidade da natureza humana, o Bem e o Mal andam sempre a par. O Bem e o Mal são absolutos apenas no campo do dever, isto é, apenas no campo das ideias e dos valores, devendo um cristão praticar o Bem e evitar o Mal. 
Mas, precisamente por isso, um católico não se pode prestar a uma visão unidimensional e maniqueísta do Homem.
 
Timshel (TIMSHEL)

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