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terra da alegria |
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Quarta-feira, Abril 28
BREVES NOTAS PARA (TAMBÉM) DIZER UM POUCO DE MIMÀ mesa, o lugar da palavra, falava-se dos percursos de uns e outros. Uma amiga constatou, sem formular juízos, que num determinado grupo umas quantas pessoas tinham um discurso e uma prática social muito marcados e elaborados. Mas surpreendiam-se com a novidade de aspectos que eram (são) a trave-mestra da sua fé. Back to basics, então? Hesitei, hesito na resposta.
O meu percurso de católico entronca nos movimentos sociais e políticos da Igreja (que os há), apesar de ter "resistido" até tarde na catequese e nas aulas de religião e moral, para os padrões apressados da formação cristã praticado neste país... É na sede de justiça que acabo por encontrar esse basics. Mas também no riso de Deus, no humor profano, na festa pagã, no mistério da natureza. Ou no confronto com os outros, no diálogo com o diverso, a alteridade... Nesta história, feita de pequenas histórias, o que fica então é a aprendizagem da liberdade. Como um desafio que sempre me marcou: «A nossa liberdade não começa onde acaba a do outro», pelo contrário, «a nossa liberdade começa onde começa também a do outro». As pessoas, claro! Retomo esta expressão - já por mim inscrita noutros momentos significativos da minha vida - para sublinhar aquilo que aqui me trará: todas as pessoas, mesmo aquelas que encontrei apenas uma vez. E aquelas de quem nunca soube o nome. De uma forma ou outra, elas ajudam-me a descobrir novas coisas, a encontrar e a viver a liberdade. Como aqui, com novos companheiros de viagem, para construir uma terra de alegria. Miguel Marujo (CIBERTÚLIA)
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terra da alegria. 2004. |
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